Brasil atrai interesse estrangeiro, mas desafio fiscal ainda trava avanço, aponta análise
As perspectivas para a economia brasileira foram vistas de forma positiva durante os eventos da Brazil Week, em Nova York, segundo artigo de opinião publicado pelo Estadão em 17 de maio de 2026. O texto aponta que a agenda é considerada a mais importante da diplomacia econômica e financeira entre Brasil e Estados Unidos.
De acordo com a análise, houve reconhecimento de que o cenário brasileiro é promissor para o capital estrangeiro. Entre os fatores citados estão projeções de crescimento resiliente em 2026 e 2027, queda da taxa de câmbio, expectativa de redução consistente dos juros e solidez das contas externas.
O artigo também destaca que o Brasil se diferencia por sua posição entre líderes mundiais em energia verde e minerais críticos, pela autossuficiência em petróleo e por contar com mercado consumidor robusto.
Apesar do ambiente favorável, a avaliação apresentada na fonte aponta que a questão fiscal ainda gera desconforto entre economistas e executivos de finanças. Segundo o texto, os juros só devem voltar a patamares considerados sustentáveis quando o País alcançar superávit fiscal e reduzir a relação dívida/PIB.
Outro ponto citado é a necessidade de melhorar o ambiente de negócios. A fonte menciona desafios em áreas como legislação, conformidade, contabilidade, impostos e recursos humanos, além do alto custo de litígios e da lentidão dos processos.
O texto informa ainda que, em estudo do Fórum Econômico de Davos sobre ambiente de negócios, o Brasil aparece na 71ª posição entre 140 países.
