A economia brasileira abriu 85,8 mil vagas de trabalho formal em abril, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O saldo é o pior para o mês desde 2020, ano do início da pandemia.
No mês, o país registrou 2,2 milhões de contratações e 2,1 milhões de desligamentos. O resultado ficou abaixo do observado em abril do ano passado, quando o saldo positivo foi de 227 mil vagas.
No acumulado de janeiro a abril, foram criados 699 mil empregos formais no Brasil. No mesmo período do ano passado, o saldo havia sido de 913 mil postos.
O setor de serviços foi o que mais abriu vagas em abril, com 69 mil novos postos formais. Em seguida aparecem construção, com mais 23 mil vagas, e indústria, com 9.256. Já comércio e agropecuária tiveram saldo negativo, com fechamento de 8.114 e 8.378 postos formais, respectivamente.
Dentro de serviços, o segmento de saúde humana abriu 18 mil vagas, enquanto transporte teve aumento de 12 mil postos.
Por estado, as maiores altas percentuais em abril foram registradas no Acre, com aumento de 0,9% no total de empregos formais, seguido por Amapá e Distrito Federal, com 0,8% e 0,4%, respectivamente.
No acumulado do ano até abril, o comércio foi o único setor com saldo negativo, com fechamento de 26 mil postos formais, puxado pela queda no ramo de vestuário e calçados. No mesmo período, as maiores variações positivas foram registradas em Goiás, com alta de 2,8% no total de postos formais, Amapá, com 2,6%, e Santa Catarina, com 2,5%. Alagoas teve a maior queda no acumulado, com recuo de 2,69% nos postos formais.
