A colheita do milho avança de forma acelerada no Mato Grosso, levando o estado a registrar expectativa de recorde de produção, enquanto produtores de outras regiões do Brasil enfrentam perdas significativas nesta safra de 2026. No cenário nacional, o Brasil mantém posição de destaque como segundo maior produtor, exportador e consumidor de milho pipoca, de acordo com análises recentes de especialistas do agronegócio.
Mato Grosso lidera produção com boas expectativas para o milho
O avanço da colheita de milho no Mato Grosso é positivo, impulsionado por condições favoráveis para as lavouras que foram plantadas dentro da janela ideal. Segundo o analista de mercado Yuri Mikos, a safra mato-grossense deve atingir níveis históricos, e produtores relatam expectativas otimistas de produtividade em municípios como Canarana e Matupá. As informações indicam que mesmo áreas que sofreram adversidades climáticas apresentam resultados acima da média esperada.
Segundo relatos da fonte, a colheita também ganha ritmo em Vera e Querência, no Mato Grosso, reforçando o destaque do estado no cenário nacional. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Beber, afirmou que a produtividade deve se manter elevada nas principais regiões, o que contribui diretamente para a consolidação do recorde de produção.
Perdas acentuadas em Goiás, Minas Gerais e São Paulo
Enquanto o Mato Grosso celebra boas produtividades, estados como Goiás, Minas Gerais e São Paulo apresentam grandes perdas no milho. Engenheiros agrônomos e produtores destacam que fatores climáticos adversos, como chuvas irregulares e alongamento do período de plantio, impactaram negativamente o desenvolvimento das lavouras nesses estados.
Em Minas Gerais, além das perdas com o milho, cidades como Madre de Deus de Minas já iniciam a colheita do feijão segunda safra com expectativa moderada. Em Guarda-Mor, o início da colheita do sorgo registrou perdas de até 60%, alimentando o temor de prejuízos também na cultura do milho. A fonte não apresenta estimativas específicas de volume perdido, mas aponta preocupação crescente entre produtores.
No interior paulista, em Maracaí, o milho se beneficiou das chuvas, porém indicações são de que a janela de plantio mais alongada pode limitar a produção. O contexto é de apreensão, com produtores ajustando estratégias para minimizar possíveis prejuízos.
Custos elevados e desafios para a comercialização
Apesar do cenário promissor no Mato Grosso, fatores como o aumento dos custos de produção, especialmente devido ao diesel necessário para a colheita, preocupam o setor. De acordo com Mathias Bergamin, da Aegro, o encarecimento do combustível pode elevar o custo da safrinha de milho em até duas sacas por hectare.
Além disso, o avanço do vazio sanitário da soja no estado, que vai até 6 de setembro conforme informado por Milena Lobo do Imea, impõe limitações na gestão das culturas e afeta o calendário agrícola dos produtores.
Outro ponto levantado pela fonte é a pressão sobre os preços do milho causada pela expectativa de colheitas da terceira safra, o que exige atenção dos produtores no planejamento para a comercialização do grão.
Lacunas e próximos passos para o setor
A fonte registra otimismo no Mato Grosso, mas ressalta a consolidação de perdas em outros estados, sem divulgar números exatos. Não há detalhamento sobre ações de governos estaduais ou políticas de apoio local aos produtores afetados pelas perdas. O setor aguarda novas atualizações para balizar tomadas de decisão nas próximas semanas.
Mais informações sobre realidades da safra e tendências para o agronegócio brasileiro estão disponíveis nos vídeos e entrevistas acessíveis na página do Notícias Agrícolas.
