Na quarta-feira, 3 de junho de 2026, o petróleo avançou em nova rodada de alta por três sessões consecutivas, após nova escalada de tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã, com risco de impacto sobre a oferta global e o fluxo de navios no Estreito de Ormuz.
Na New York Mercantile Exchange (NYMEX), o contrato do WTI para julho subiu 2,4%, equivalente a US$ 2,26, encerrando o pregão em US$ 96,02 por barril. No mesmo dia, o Brent para agosto, negociado na ICE, subiu 1,89%, ou US$ 1,81, fechando a US$ 97,81 por barril.
O movimento foi disparado por declarações do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, à CNBC, sobre a possibilidade de uma retomada de ações militares em larga escala se necessário. Ao mesmo tempo, o cessar-fogo no Estreito de Ormuz continuou sob pressão, com novas acusações de ataques envolvendo embarcações e instalações associadas ao conflito. No mesmo contexto, o primeiro-ministro do Iraque determinou a retomada das operações de empresas petrolíferas no Curdistão a partir de 4 de junho.
O mercado também observou um dado de oferta: as estoques de petróleo nos Estados Unidos recuaram 7,974 milhões de barris na semana anterior, acima da queda esperada de 3,3 milhões, segundo dados citados na notícia.
Para o agronegócio, o texto destaca que os preços do petróleo são acompanhados de perto por influenciarem diesel, frete, insumos industriais e custos de energia. Porém, a fonte não traz estimativas de repasse imediato para os preços internos no Brasil. Também não quantifica, com números, o impacto no curto prazo sobre os custos das propriedades rurais.
Segundo a própria matéria, no curto prazo as cotações devem continuar sob pressão do desenrolar do conflito e da situação logística no Estreito de Ormuz, com manutenção de “prêmio de risco” enquanto não houver normalização clara do fluxo na região.
